Anvisa aprova o primeiro dos três medicamentos do novo protocolo de tratamento de hepatite C

Postado em 12/01/2015

“Entramos em 2015 com boas notícias para os pacientes de hepatite C”, celebrou o diretor do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, ao comentar o registro – na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – do daclatasvir, um dos três medicamentos propostos no novo Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a hepatite C e coinfecções.  O registro foi publicado na manhã desta terça-feira, 6, no Diário Oficial da União.

A nova medicação dispensa a administração injetável (interferon free), sendo um marco no tratamento da hepatite C, atingindo cura em aproximadamente 90% dos casos. O primeiro medicamento aprovado, o daclatasvir, segue para a aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e subsequente incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A novidade é mais um avanço em um processo iniciado em maio de 2014, com a aprovação do novo PCDT pelo Comitê Técnico Assessor do Ministério da Saúde. O documento propôs a inclusão do daclatasvir, do simeprevir e do sofosbovir ao tratamento da infecção por hepatite C crônica. As empresas que fabricam os medicamentos entraram com pedido de registro na Anvisa em outubro de 2014, e, na sequência, a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) pediu priorização em sua análise.

O pedido de celeridade é resultado da sinergia entre o Ministério da Saúde e os representantes da sociedade civil e portadores da hepatite C: em 2014, o ministro, o secretário de Vigilância em Saúde Jarbas Barbosa, o diretor Fábio Mesquita e o coordenador geral de Hepatites Virais Marcelo Naveira receberam durante o ano representantes de ONGs ligadas ao tema – e se comprometeram a trabalhar juntos pelo aprimoramento e sucesso da aprovação, enquanto os medicamentos encontravam-se sob análise dos órgãos competentes. “Deu certo – e tudo esta correndo conforme o compromisso assumido”, afirmou o diretor.

BENEFÍCIOS – Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, os benefícios do novo medicamento são muitos. “Os efeitos colaterais eram graves, com casos até de transtornos mentais”, afirmou Chioro – explicando que o novo medicamento é menos agressivo e que, com o daclatasvir, o tratamento é mais curto: agora, dura três meses, contra os nove meses necessários ao tratamento com drogas injetáveis. O ministro assegura que o registro do medicamento é um divisor de águas no tratamento da hepatite C: “Algo equivalente ao que foi a terapia antirretroviral para o combate à AIDS”.

 Fonte:  www.aids.com.br