Diante do aumento alarmante dos casos de sífilis e sífilis congênita no Brasil, que configuram uma grave crise de saúde pública, o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita é marcado este ano com um questionamento incisivo: “É sífilis?”
Lançada pela Sociedade Brasileira de DST, através do perfil do instagram @eliminasifilis, a campanha propõe uma reflexão profunda e imediata sobre as práticas, estratégias e o relacionamento humano no enfrentamento da doença. O objetivo não é apenas informar, mas sim mobilizar profissionais de saúde e gestores para que assumam sua parcela de responsabilidade na reversão deste cenário.
A campanha “É sífilis?” transforma a pergunta em um chamado à ação, estabelecendo pilares de conduta essenciais que precisam ser internalizados por toda a rede de saúde.
Por que a mudança é urgente?
O crescimento exponencial da sífilis, especialmente a forma congênita que afeta recém-nascidos, é um indicador de que as atuais estratégias de saúde não estão sendo suficientes ou aplicadas com a devida seriedade. A campanha destaca que a sífilis tem cura simples e acessível (com o uso da Penicilina), e o alto número de casos reflete falhas no diagnóstico precoce, no tratamento dos parceiros e, crucialmente, no acolhimento humanizado.
Acreditamos que a mudança começa na relação de cuidado. Profissionais de saúde e gestores têm o dever de:
Acolher a gestante e o paciente diagnosticado sem julgamentos, reconhecendo a vulnerabilidade do momento.
Garantir a disponibilidade do tratamento e a notificação correta para planejamento de políticas públicas.
Adotar uma postura de não normalização, tratando a sífilis com a seriedade que a doença exige.
Exercer a responsabilidade não só clínica, mas de gestão, garantindo que o ciclo de tratamento e a busca ativa de parceiros sejam efetivos para quebrar a cadeia de transmissão.
“Não podemos mais aceitar que uma doença com tratamento tão simples continue a ceifar vidas e a comprometer o desenvolvimento de nossos bebês. A pergunta ‘É sífilis?’ é um espelho. Queremos que os profissionais se perguntem: ‘E a minha atitude? E a minha estratégia? O que eu estou fazendo de diferente para reverter esses números?'”, afirma o médico e pesquisador Mauro Romero Leal Passos, idealizador da campanha.
A campanha “É sífilis?” convoca toda a sociedade, gestores e profissionais de saúde a abraçarem esses pilares, transformando o Dia Nacional de Combate à Sífilis em um verdadeiro marco de mudança de comportamento no sistema de saúde brasileiro.
Acompanhe a Campanha em: https://www.instagram.com/eliminasifilis/

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