Investimentos contra HIV precisam dobrar para US$ 38 bilhões até 2030, diz ONU

Postado em 06/07/2015
Segundo Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU (Organizações das Nações Unidas), são gastos US$ 19 bilhões,  por ano, para combater a aids, mas o fim da epidemia nos próximos 15 anos só será possível com aumento dos investimentos. Ban Ki-moon está em Barbados e discursou nesta sexta-feira (6) em Bridgetown, no lançamento de um relatório sobre combate à aids, lançado pelo Programa Conjunto da ONU sobre HIV/aids (Unaids)  e a Comissão Lancet.
Para o secretário-geral, a epidemia "só piorou com leis punitivas e estigma", prejudicando o acesso ao tratamento do HIV. Ban declarou que "a homofobia ameaça os direitos humanos e a saúde pública" e  "não se pode tolerar a discriminação baseada na orientação sexual ou identidade de gênero".
 
Financiamento
O secretário-geral explicou que o relatório traz quatro mensagens importantes. A primeira é que o mundo tem os conhecimentos  necessários para acabar com a epidemia da aids até 2030.
O segundo ponto é sobre a urgência de se aumentar os investimentos. Ban Ki-moon destacou que,  para acabar com o HIV, é preciso dobrar o valor mundial investido, passando para US$ 38 bilhões por ano. Ele pediu aos países e ao setor privado que aumentem o financiamento pelos próximos cinco anos.
Ativismo
O relatório fala ainda sobre a importância do apoio ao ativismo de jovens, mulheres e gays porque, segundo Ban Ki-moon, "o ativismo ajuda a garantir o acesso a medicamentos, à influência política e à Justiça".
O secretário-geral ressaltou que o quarto ponto importante é "não deixar ninguém para trás, porque a aids acabará apenas se for garantida a proteção dos direitos de todas as pessoas".
Caricom
Na noite de quinta-feira, Ban Ki-moon também discursou em Barbados na Conferência dos Chefes de Estado dos Governos da Comunidade Caribenha, a Caricom.
O secretário-geral afirmou que os líderes caribenhos estão entre os que mais respondem ao desafio de combater a mudança climática. Ban disse que os governos da região do Caribe têm demonstrado "autoridade moral" e "liderança" nos setores de energia renovável e ao lidar com os riscos de catástrofes naturais.
Negociações
Ban Ki-moon também convidou os líderes caribenhos a participar de três encontros internacionais importantes que ocorrem este ano: a Conferência sobre Financiamento para o Desenvolvimento, em Adis Abeba; o encontro para a finalização da agenda pós-2015, em Nova York, e a Conferência do Clima, em Paris.
O secretário-geral destacou que o total engajamento político dos países do Caribe é essencial para o sucesso das negociações.
 
Fonte: Agencia AIDS